Reposicionamento Financeiro (reclamar não adianta!)
Edson Gil
 

Sempre que alguém se queixa de que a empresa não vai bem, eu costumo perguntar qual é o parâmetro de referência que foi utilizado para que se chegasse a esta conclusão.

Pergunto isso porque, na grande maioria das respostas que recebo, simplesmente não há parâmetro direto. O que existe é um misto de sentimento de que ganhava mais com a empresa do que necessariamente consegue ganhar hoje.

Bom, é necessário começar, então, a esclarecer que a percepção precisa também ser atualizada, tão criteriosamente quanto os novos tempos vividos pela empresa em si. Isso é necessário por vários motivos.

O mais importante deles é ter a capacidade de fazer uma plena revisão dos gastos efetivos, tanto do ponto de vista do lado pessoal quanto da empresa. E não se esquecer de colocar os parâmetros de tempo e entender que nos tempos atuais o consumo individual é maior do que em épocas anteriores.

Por mais incrível que possa parecer, é muito comum a pessoa reclamar de seus rendimentos, mas ter uma atitude vorazmente compulsiva com relação ao seu dinheiro. E com isso, acaba por ter a percepção de que está ganhando menos. Neste caso, eu procuro mostrar ao empresário de que sua atitude está sendo nociva à sua empresa e que precisa mudar.

Outro parâmetro importante para entender o posicionamento financeiro da empresa atualmente consiste na produção de um planejamento estratégico que possibilite uma análise profunda da empresa tendo o tempo como referência básica.

Muitas vezes, o empresário apenas reclama do seu posicionamento financeiro, mas se esquece de que todo o processo de confecção de um planejamento estratégico, que deve possuir um planejamento financeiro, inclusive, é como o dever de casa de um estudante que precisa passar de ano: deve ser realizado com frequência para prepará-lo para os testes finais.

Ocorre que, em muitos casos, principalmente na área laboratorial, não se dá a devida importância para o chamado “dever de casa” e não se faz sequer uma previsão orçamentária ou um fluxo de caixa. Ou seja, também está reclamando de barriga cheia.

Por fim, também costumo perguntar aos reclamões o que pensa em fazer para mudar o quadro. As respostas invariavelmente pairam entre tentativas de melhorar o marketing.

Ledo engano. Muitas vezes o que tem de melhorar mesmo é a capacidade de se fazer uma estratégia vencedora capaz de efetuar um melhor reposicionamento estratégico da empresa. O que pode sim, incluir o marketing, mas não somente.

Todo o processo de reposicionamento financeiro precisa estar estruturado em uma estratégia vencedora capaz de reverter o quadro e trazer para a empresa a retomada do lucro ideal. Isso, como já disse em artigos anteriores, precisa ser equilibrado entre as áreas de marketing e finanças, com o uso de instrumentos adequados, tanto de operação, quanto de controle.

Mas, de fato, na grande maioria das vezes o que ocorre é uma mistura das situações descritas, onde o empresário muitas vezes não sabe nem por onde começar. É por isso que a atualização profissional em gestão é tão importante.

Com o conhecimento de gestão, o próprio empresário pode começar um processo de consultoria interna, por exemplo, sem ter de recorrer a terceiros, com uma relação custo benefício bem melhor do que teria se fizesse a consultoria com um profissional externo. Pela expertise que possui de sua empresa e com os instrumentos adequados de consultoria ele poderá encontrar o caminho das soluções com muito mais habilidade e facilidade.

Ou seja, existe uma série de soluções para a sua empresa. Ficar apenas reclamando das coisas, não adianta. É necessário saber encontrar as respostas no momento de maior necessidade.

Pense nisso, e se precisar de ajuda, conte comigo!

Administrador, Psicanalista e Filósofo, Edson Gil é Consultor em Estratégia Empresarial e Gerência Competitiva há 18 anos. É Instrutor e Palestrante com mais de 2.400.000 alunos. É afiliado ao Instituto Internacional de Estudos Estratégicos em Harward, EUA. É Autor dos livros “Competitividade em Vendas”, “Liderança e Competitividade” e “A Nova Gerência”. Além disso, é Gestor de Carreiras, atuando como headhunter, coach, couseller e mentor em mais de 1000 empresas do país. Atualmente é Conselheiro de Estratégia de 280 empresas dentro e fora do Brasil e Assessor de Estratégia da presidência de mais de 120 empresas no Brasil.

 

 

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