Conselho para 2011
Edson Gil
 

Psicologicamente falando, nada mais apropriado para se começar um grande projeto do que o início do ano. Simplesmente pela motivação que esta época do ano proporciona a cada um de nós que queremos sempre fazer melhor. É a época do ano das grandes promessas, dos projetos e dos planejamentos. E se não forem cumpridas, geralmente tende-se a colocar a culpa nos afazeres e na correria do dia-a-dia.

Ou seja, costuma-se reduzir a importância dos planos e promessas a uma condição probabilística simples de tentativas e erros. E isso não é estrategicamente interessante para ninguém.

Os resultados plenos de qualquer plano e projeto depende diretamente da condução estratégica que é aplicada.

Chamamos de condução estratégica, o aspecto comportamental que direciona as grandes idéias para os grandes resultados. É uma combinação de inteligência, ferramentas e esforço, que atuando de forma conjunta aumentam a probabilidade de acerto de forma bastante significativa.

É o somatório de um planejamento estratégico bem efetuado com a condução estratégica de sua implantação que faz com que as pessoas, carreiras e empresas possam dar saltos qualitativos que impressionam até os mais incrédulos dos empresários.

Bom, ao longo dos últimos anos tenho dito, propagado e ensinado sobre a importância de realizar a profissionalização dos laboratórios de todo o Brasil. Muitos ouviram e buscaram as soluções. Muitos cresceram juntamente com o mercado laboratorial, mas muitos ainda estão se perguntando se realmente é necessário. Se efetivamente precisam mudar algo que está a anos funcionando e, mesmo com lucratividade decrescente, ainda apresenta as condições para continuar trabalhando.

Mas o que também sempre disse foi que o mercado se ajusta por si mesmo, independente das condições das empresas. Foi assim, quando começaram os trabalhos para a criação do Regulamento Técnico para Funcionamento de Laboratórios Clínicos, a chamada RDC 302.

Aqueles que colocaram em seu planejamento, o atendimento de seus requisitos e conseguiram a sua implantação, hoje estão colhendo os frutos de seu esforço. Os que ainda não estão colhendo, é somente uma questão de tempo.

Quando os requisitos da RDC 302 estiverem atendidos, o laboratório estará a poucos passos de ter as condições para a acreditação, este sim um importante passo mercadológico para as empresas do setor.

Agora, como disse antes, os mercados se ajustam por influência entre suas forças competitivas. De acordo com o modelo de Porter, os mercados tendem a se ajustar por um conjunto de forças competitivas importantes: A rivalidade entre os concorrentes, o poder de barganha dos compradores, o poder de barganha dos fornecedores, os entrantes em potencial e os produtos substitutos. (As definições de cada um deles e suas características no mercado laboratorial eu já expliquei em artigos anteriores).

Para aqueles que ainda não sabem, o que eu espero que seja a minoria, tramita na ANS um Programa de Qualificação das Operadoras de Planos de Saúde que poderá ter um importante impacto no mercado da saúde como um todo, e de forma bem específica, no mercado laboratorial.

Dentre os itens deste programa está a forte possibilidade de exigência da acreditação das operadoras de planos de saúde, como forma de garantir a qualidade do serviço prestado à sociedade como um todo.

Claro que existe todo um lobby das operadoras de planos de saúde para que este processo demore a ser implementado, mas a tendência é que a acreditação seja um importante diferencial competitivo do mercado da saúde, quase como da mesma forma que é a ISO para o mercado em geral.

Particularmente, vi este processo acontecer em diversos outros setores do mercado, como o elétrico, o de telecomunicações, o automobilístico e o de petróleo. Em todos eles, as grandes corporações passaram a exigir os mesmos referenciais de qualidade de seus fornecedores exercendo um forte poder de barganha e, em alguns casos, alterando a configuração do mercado como um todo.

E se isso aconteceu em mercados mais competitivos e por isso mesmo, melhor estruturados, preocupa-me o impacto no mercado laboratorial.

Por isso, faça um 2011 diferente. Ao invés de ficar se lamentando e reclamando da RDC 302, coloque em seu planejamento, o pleno atendimento de seus requisitos já de olho na acreditação de seu laboratório.

Pense nisso, e se precisar de ajuda, conte comigo!

Administrador, Psicanalista e Filósofo, Edson Gil é Consultor em Estratégia Empresarial e Gerência Competitiva há 18 anos. É Instrutor e Palestrante com mais de 2.400.000 alunos. É afiliado ao Instituto Internacional de Estudos Estratégicos em Harward, EUA. É Autor dos livros “Competitividade em Vendas”, “Liderança e Competitividade” e “A Nova Gerência”. Além disso, é Gestor de Carreiras, atuando como headhunter, coach, couseller e mentor em mais de 1000 empresas do país. Atualmente é Conselheiro de Estratégia de 280 empresas dentro e fora do Brasil e Assessor de Estratégia da presidência de mais de 120 empresas no Brasil.

 

 

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