Perspectiva 2011
Edson Gil
 

Enquanto a maioria dos analistas alardeia aos quatro ventos que a expectativa da situação da economia brasileira para 2011 é preocupante, eu procuro me manter otimista, embora concorde com eles em um conjunto de aspectos importantes para nosso país.

É fato que durante mais da metade do ano passado a dedicação do governo foi à corrida presidencial e que durante esta praticamente foram ignorados os debates sobre temas macroeconômicos, o mundo continua em uma curva de crescimento ainda considerável no que tange a sua condição de oferta e procura de investimentos.

Porém, a presidente Dilma deverá dar total atenção às políticas fiscais, tributárias e orçamentárias para dar continuidade a uma curva de crescimento, ainda menor que o esperado, mas de suma importância dentro do cenário mundial. Se mantiver o foco no controle orçamentário, no controle dos juros e da inflação e na relação entre o real e as moedas de outros países já terá andado na direção de segurança dos principais fundamentos que esperamos de seu governo.

Se a economia não anda tão bem quanto antes, também não anda tão mal, mas o tamanho do gasto público preocupa a todos.

Na área da saúde as principais perspectivas estão por conta das regulamentações incidentes em seus principais clusters.

Dentre elas destaco a Emenda Constitucional 29 que regulamentará uma nova forma de “financiamento” para a saúde no Brasil, (e o atual ministro da saúde, Dr. Alexandre Padilha, está seriamente empenhado em sua aprovação, como quem se agarra a uma tábua de salvação.) e ao Programa de Qualificação das Operadoras de Planos de Saúde.  

Ambas terão um significativo impacto na gestão das prestadoras de serviços aos planos de saúde, e inclui-se os laboratórios. Se com a Emenda Constitucional 29 se busca a melhoria financeira do sistema de saúde pública buscando reduzir os atrasos e acenando como uma perspectiva de aumento na tabela do sus, (o que eu ainda duvido pela arquitetura do sistema, que precisa mudar e evoluir) por outro lado, o Programa da ANS visará um aperfeiçoamento qualitativo no setor e vai impactar nos custos e na competitividade dos prestadores de serviços às operadoras, todos.

A saída deve ser aquilo que venho dizendo a vários anos nos cursos e palestras que realizo pelo Brasil: profissionalizar a gestão e evoluir o sistema de qualidade para a acreditação.

Este sequenciamento de fatos não é inédito no Brasil e nem inerência exclusiva da área da saúde ou laboratorial. Vi isso acontecer em outros mercados, como eletricidade, petróleo e gás, telecomunicações, dentre outros.

Quando as operadoras começarem seus programas de acreditação, não poderão mais aceitar que seus prestadores de serviços não o sejam. E isso, promoverá uma reorganização dos sistemas. Por isso mesmo e pela experiência em consultorias em outros mercados, citados, venho aconselhando à evolução.

Não se tratará de uma obrigatoriedade legal, até por que isso seria impróprio, mas uma exigência do mercado em si. Por isso mesmo que é hora de começar a se mexer e não ficar apenas esperando os fatos.

Pense nisso, e se precisar de ajuda, conte comigo!

Administrador, Psicanalista e Filósofo, Edson Gil é Consultor em Estratégia Empresarial e Gerência Competitiva há 18 anos. É Instrutor e Palestrante com mais de 2.400.000 alunos. É afiliado ao Instituto Internacional de Estudos Estratégicos em Harward, EUA. É Autor dos livros “Competitividade em Vendas”, “Liderança e Competitividade” e “A Nova Gerência”. Além disso, é Gestor de Carreiras, atuando como headhunter, coach, couseller e mentor em mais de 1000 empresas do país. Atualmente é Conselheiro de Estratégia de 280 empresas dentro e fora do Brasil e Assessor de Estratégia da presidência de mais de 120 empresas no Brasil.

 

 

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