Quantas vezes temos o sentimento de que não estamos fazendo a coisa da forma mais certa? E quantas das vezes pensamos que isso ocorre porque não fizemos a coisa certa desde o início?
Esses sentimentos são mais naturais do que nos parecem. Basta adquirir um novo tipo de conhecimento, ou acontecer algo em nossas vidas, que nos voltamos para a busca de um tipo de culpado, o que em muitos casos recai sobre nossos próprios ombros. É comportamento natural do ser humano agir desta forma.
É próprio do ser humano buscar sempre algum tipo de forma de desculpa ou lamento para os erros que esteja cometendo e que tente encontrar a saída da forma mais rápida possível.
O problema, chamado tecnicamente de miopia do comportamento, ocorre principalmente se os nossos desejos, anseios e vontades não estão sendo realizados na velocidade que queremos ou na intensidade que esperamos.
É comum esquecermos de nossas limitações passadas, situadas antes de adquirirmos novos conhecimentos, e atribuirmos como erros o que antes nos parecia tão redondamente correto. Por conta disso, temos sempre de analisar cada situação com o máximo de racionalidade possível.
Muitos se costumam colocar como “vítimas” de um contexto atribuindo o fato que “nunca fizeram a coisa certa”. Ou que as outras pessoas sempre enxergam o que fazemos como erros. E não se trata disso.
O erro é inerente à condição humana e, pela correta análise dos erros, conseguimos enxergar e entender o que está certo, e assim buscar consertar.
Não se trata de forma alguma de destruir, ou ter de reconstruir, mas aprender com os erros, nossos e dos outros, para que novos acertos possam ocorrer.
Errar faz parte do desenvolvimento do ser humano, tanto em seu lado pessoal quanto profissional, e por isso mesmo deve ser tratado como uma forma melhor de aprendizado. Como se fosse uma prova, na escola da vida.
E por conta disso, não devemos nunca, sob pena de nos encontrarmos como vilões da própria estória, deixarmos de enxergar o que foi construído até o presente momento. Não se pode deixar de ver que as construções e realizações conseguidas até o presente foram resultados das experiências obtidas no passado.
Então para que desistir? Querer abandonar a estrada traçada até os dias atuais?
Ora, muitos ainda estamos no meio da estória, portanto podemos fazer o final que quisermos. Podemos escrever em nossas vidas um final ainda melhor do que o começo. Basta querer.
Mas este querer não pode ser somente um atributo de vontade. Tem que ser mais.
Tem que sempre passar por uma análise criteriosa dos erros que estejamos cometendo. Somente com esta análise podemos verificar cada parte e ver exatamente onde pode estar o erro e como consertá-lo. Tente e verá que é fácil.
Da mesma forma que não vale a pena deixar que comportamentos infantis como a vitimização ou o egocentrismo venham à tona.
Na vitimização, a pessoa se coloca como eterna vítima do contexto sempre esperando que alguém faça alguma coisa por ela e torna-se assim incapaz de buscar seus resultados mais eficientes e eficazes, simplesmente por ficar esperando.
No egocentrismo, a pessoa se coloca na condição de dona da verdade e que sabe o suficiente para não cometer erros. Ou que os erros cometidos nunca são de sua culpa... Ou seja, esvai-se na rede da vaidade e do orgulho, tornando-se assim, por ego, incapaz de vencer os obstáculos.
O que é mais importante em ambas as situações é reconhecer a condição inerente e momentânea de cada um e com isso buscar, através da análise, a exata proporção dos erros e as respectivas soluções, tendo o cuidado de resolver o problema de forma definitiva para que não aconteça novamente.
É este cuidado para que o erro não se torne recorrente que faz com que cada um de nós evolua em sua vida e carreira.
Há um bom tempo atrás, um mestre ensinou que “Ninguém é dono da verdade. Por isso, não podemos tomar cada coisa que nos é dita como verdade absoluta. Devemos sim, examinar sempre bem direitinho”.
Então, antes de querer jogar tudo para o alto, reflita sobre onde podem estar os erros. Se já os cometeu antes e a solução que foi dada. Analise se não é o mesmo erro e o que deve fazer para não o cometa novamente, preferencialmente antes de que se torne um outro erro: o de errar duas vezes.
Pense no que o levou a fazer tudo até o momento e de que forma pode, como autor de sua estória, fazer um novo amanhã.
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